Eu era pequenina e vivia num mundo que pensava nao ser o meu. Estava ligada à Terra por uma fio quase imperceptível! Vivia o facil com a destreza de um malabarista de circo e apreciava o que achava ser o dificil correndo riscos e provando que era capaz de tudo! Gostava de conhecer o que nao me queriam mostrar, nao acreditava nas coisas que diziam a todos os meninos pequenos, acreditava nas outras que ninguem queria que eu acreditasse! Lutava para ser diferente de todos, para fazer coisas diferentes, mas o tal fio que me ligava ao mundo real era mais forte do que eu imaginava ser e começava agora a pregar-me partidas. Obrigava-me a ser só mais um igual a todos os outros, a deixar de ser especial, a deixar de ser criança! A partir de agora tinha que fazer o que tinha que fazer. Tinha que seguir a tal ética que me falavam porque vivia num mundo com mais milhoes de pessoas à minha volta. À partida achei a ideia tremendamente assustadora. Eu já não era o que queria, eu era o que tinha de ser! Nessa altura, perdida numa confusão de ideias e sensaçoes desconhecidas até ali, precisei de mais do que um tempo para pensar, precisei de um momento que me fizesse perceber, um simples momento!
Acho que percebi o que queria perceber. Nao precisava de ser só mais um, podia ser o que quisesse como antes, mas tinha de respeitar a ética por respeito aos outros, tive de me habituar a isso, e sinceramente não era tão mau como eu achava ! Ao respeitar era respeitada e isso era meio caminho andado para a felicidade..
A minha busca pela diferença parou por ali porque percebi que nao somos diferentes porque queremos sê-lo , somos porque toda a gente o é , porque ninguem é igual a ninguem ! Cada um é diferente à sua maneira !
Outra coisa que percebi, foi o facto de fazermos parte de um meio e de esse meio fazer parte de nós tambem.. Por muito que se diga que se é o que se é independentemente dos outros, nunca é bem assim! As pessoas que nos rodeiam constroiem-nos, fazem parte do que somos, e isso não nos faz perder a nossa unicidade e originalidade , isso nao significa sermos igual aos outros, pelo contrário, faz-nos diferentes!
Admiro pessoas que vivem o mundo como uma criança !
@ verde
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5 comentários:
qe texto Alexandra Mariia :$ , como te compreendo amiga . Eu admiro - te por tudo .
Aliás és essenciial na minha vida , não abdicaria de ti nunca na minha vida , podes ter a certeza !
AMO - TE , lembras - te daqele só nosso , o mais sincero , de amigas verdadeiras ? :')
«3 a tua anjiinhaa , ahah :)
Luciiana
sabes. estou a chorar com o teu cumntario. agora bou ler o texto.*
amo.te
Sabes que mais. Acbas.te de aprender como se cresce.
Se alguma vez te tratar como a uma criança, procura entender que para mim serás sempre a minha menina pequenina, sim, porque a outra menina pequenina já está maior que tu, em tamanho claro.
Bjs,
P.
Alexandra a 'Grande'..., pois! Nos tempos mais recentes alguém escreveu e alguem canta uma canção muito sentida entre alguns, ... ''bla, bla, bla...and I was made for you...'' mas no caso presente é mais, ''... you were made for us...'' pq tu consegues dar sentido ao que todos já fomos, alguns continuam a ser e outros sempre serão 'crianças' ..., tu tens vindo a crescer! É dificil crescer mesmo sendo uma 'especialista' como tu capaz de vaguear por entre a multidão sabendo-te igual mas sempre diferente!
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