sexta-feira, 13 de março de 2009

Nas paredes de uma Alma que dança...


O coração pulsava-me nos tempos e nos contra-tempos da música que me dançava na alma. Tínhamos de dizer alguma coisa porque já estava na altura de falarmos a sério sobre isto outra vez, ou pelo menos mais conscientemente. Aconchegou-me no seu peito, com os braços, com palavras e com o coração a dançar ao ritmo do meu. Sem reparar, fez-me confiar nele de uma maneira que eu ainda não tinha experimentado e mostrou-me o nosso que isto era e não fazia mal não saber explicar e mais ninguém perceber. Só sei que senti um conforto bom demais, por poder confiar nas palavras que dizia e no coração que dançava ao ritmo do meu.
Guardei o momento e colei-o nas paredes da alma. Pelo menos a recordação já ninguém ma tira!

O Pai veio-me buscar. Eu sentia-me bem e sei que ao ver isso ele se sentiu também. Conversámos imenso com uma facilidade enorme em nos percebermos mutuamente, o que tem tanto de problemático como de invejável! Eu saio a ti, pelo menos é o que toda a gente diz. Percebo essa realidade virtual (como diria a avó) que assusta toda a gente! Tu és um artista, só que nunca soubeste!
Chegamos a casa e senti o cheiro a home, sweet home que não sentia já à algum tempo. Eu sei que eles não devem gostar desta minha sensação, mas ainda agora só consigo sentir a casa preenchida e completa quando estamos os quatro. Como não estamos todos os dias sinto-a só de vez em quando e por ser só de vez em quando sinto-a mais e melhor, o que também não é, de todo, mau!
Eu e a João estavamos eléctricas! Fui a correr pôr o CD com a banda sonora do Amélie, porque naquele momento o meu coração já batia a compasso de valsinha e apetecia-me dançar! E dancei, oh se dancei, eu e a João, como doidas de felicidade que estávamos. O Pai e a Mãe sorriam de nos ver assim e aposto que só não se juntaram a nós porque pessoas crescidas não fazem destas coisas. Mas os olhos deles estavam loucos de alegria de nos ver ali a rodopiar e eu (que reparo sempre nestas coisas) vi-os dançar por dentro, estonteantemente, como quando eram jovens (não que o Pai fosse grande bailarino - aposto que não -, já a Mãe devia fazer inveja a quem olhava).
A noite alongava-se e eu não queria nada ir dormir, esta sensação enchia-me de tal forma que ainda não estava preparada para a colar na parede da alma e transformá-la em recordação... Queria vivê-la até cair na cama, tonta de tanta alegria, até não haver mais por onde ser feliz.




E assim foi, caí redonda, com o coração em compasso trenário, ao som do acordeão e do piano que ainda entoavam por dentro, com a alma recheada e com uma sensação de aconchego que não encontro todos os dias.




9 comentários:

Anónimo disse...

É bom ver te feliz, não sei é se percebestes que a realidade virtual é estéril,(improdutiva), e o artista produz arte.Bjs.

Unknown disse...

Volta sempre :) beijinho

Tani disse...

O teu melhor querida. (sinto.te a crescer fogo!)

Vi tudo, todas as cores, o brilho nos teus olhos, o teu jeito de menino a delirar no teu campo. (e na tua cumplicidade que ninguem conhece, so ele)

Amo-te querida *

Joana M. disse...

Amélie é sempre o sonho *.*
e senti-me presente, com tais palavras, Xana.

um beijinho pelas palavras doces que nunca me poupas :')

Anónimo disse...

Ate o meu coraçao dançava ao ler tais palavras doces, de pura felicidade...
Fazes-m bem*
Um beijo
Pi*

Anónimo disse...

Lindo! Excelente! Podes crer que alguem vai ler e sentir...''eu já vivi este filme!'' agora é a tua vez..., muitas cumplicidades podem ser vividas tão intensamente e no entanto nunca se fundirem inteiramente, continuam vida for sendo cumplices de vontades, sentimentos, experiencias, mas nunca se fundem!? Porque será? Bom, cada um poderá descobrir isso á sua maneira, na medida em vai redompiando no tempo. Segue o teu instinto, vive as tuas vontades, liberta sempre os teus sentimentos, talvez assim a cumplicidade se possa 'fundir' mesmo contra o tempo. Gostei imenso de te ler, de te sentir crescer, levas-me a tempos vividos e para sempre recordados. Deixas um retrato de familia importante, os teus pais vão saber valorizar esse teu sentimento, a mensagem que libertas revela grande inteligencia e o saber comunicar por letras uma 'fonte comunicacional' de enorme valor. obg... :) xd.

Marianinha disse...

Oh que bonita Xana! Gostei tanto, tão doce, tão harmonioso, tão colorido, tão dançável, tão cúmplice!
Até a mim me apeteceu por as músicas da Amelie e começar a dançar :)

um beijinho *
(vou adicionar o teu blog (: *)

Joana M. disse...

Hoje acordei com a sensação de ter passado a noite com o Jason Mraz. e não sei porquê acho que tu também ;p


gostei de te ver, sempre sorridente. um beijinho :)

Joana M. disse...

costumo sorrir com os teus mimos, este comentário arrancou-me uma gargalhada valente - eu não tenho jeito pra esse nível mas tu continuas um doce ;p



Falei de ti ao telefone com a Tânia pq tambem sou um ^^'